ENTREVISTA COM SLUG


      O SLUG está de volta com mais um grande álbum chamado Not For Sale . A banda levou uns 3 anos para lançar um novo material, já que o Points Of View foi lançado em 2002. A banda aproveitou a boa receptividade da mídia local e lançou durante o maior festival independente do país, o PORÃO DO ROCK. A nossa equipe aproveitou, com exclusividade, para levar um bate-papo com o vocalista e líder do grupo, Carlos André, que nos fala tudo sobre a nova fase do conjunto...

      Desde o lançamento de Points Of View, o SLUG passou por mudanças, inclusive em sua formação, onde o baterista Ricardo Coura entrou no lugar de Zé Mário. Coincidência ou não, o novo disco Not For Sale traz muitos elementos progressivos dando uma nova cara ao som da banda. Fale-nos um pouco sobre essas mudanças e o processo de composição e gravação deste trabalho com canções inéditas...

      
Carlos André: O disco foi gravado ao vivo, ou seja, os quatro da banda tocando juntos no estúdio, em praticamente 2 dias. Mas pra que isso fosse possível a produção começou bem antes, com ensaios constantes e a pré-produção. Até que o processo todo fosse finalizado passou-se 1 ano entre a adaptação com o Ricardo, a pré-produção, a gravação, a mixagem e masterização. Essa é uma filosofia que adotamos desde o princípio da banda. Se é pra fazer, que seja o melhor possível. E às vezes isso leva algum tempo.

      Outro ponto que sempre foi evidente nos trabalhos do SLUG é a qualidade do material seja no encarte, no site e até mesmo na gravação. Em Not For Sale, vocês mantiveram essa linha, onde não só a capa é muito bonita, como o álbum traz uma faixa-multimídia, contendo o clipe da música “Alone” e outros atrativos. De quem foi a concepção do encarte e da inclusão de uma faixa interativa no disco?

      
Carlos André: No SLUG, o trabalho de cada um influencia e acrescenta no todo. Por exemplo, o Guilherme foi o engenheiro e produtor do disco. A concepção do encarte foi feita por mim mesmo. A execução da faixa multimídia ficou por conta do Gustavo. Ou seja, cada um contribui para o fortalecimento do produto final e do nome SLUG como um todo. Nós já temos dois discos e um single lançados, que foram muito bem sucedidos e levaram o nosso som a várias partes do Brasil e do mundo. Já vivenciamos várias experiências que todo moleque que monta uma banda gostaria de vivenciar. Não temos mais aquela necessidade de reconhecimento a qualquer custo. Não faz mais sentido gravarmos um disco só por gravar. Not for Sale é o resultado de uma necessidade nossa de fazermos um disco que fosse não só reconhecido, mas respeitado em todos os aspectos, desde as composições, a execução, até a gravação e o projeto gráfico.

      No repertório de Not For Sale , entraram em nova versão as faixas "Waiting to Die", "Alone" e "I'm Trying", que fizeram parte do Maxi-Single (2001). Porque vocês resolveram regravá-las e lançá-las no novo disco?

      
Carlos André: As músicas do Maxi Single são extremamente representativas para o trabalho do SLUG. Nós temos a certeza de que o Not for Sale é um disco diferenciado e que vai chegar a várias partes do mundo. Queríamos que as pessoas que ainda não conhecem essas músicas pudessem conhecer através do Not for Sale.

      A faixa “Alone” acabou sendo escolhida para se transformar em vídeo clipe, porquê?

      
Carlos André: “ Alone” é uma das músicas mais bem sucedidas do SLUG. Ela foi muito tocada em rádios e as pessoas sempre pedem nos shows. Há algum tempo queríamos produzir um vídeo clipe e aproveitamos o sucesso da música para isso.


CONHEÇA MAIS O SLUG

DISCOGRAFIA OFICIAL



Shattered
(1997)

Maxi-Single
(2001)

Points Of View
(2002)


Not For Sale
(2005)



CONTATO

slug@slug.com.br


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      Ao contrário do álbum Points Of View, vocês lançaram o Not For Sale, através do selo GRV Discos. Como foi que vocês chegaram até ele? Vocês estão gostando de trabalhar com eles?

      
Carlos André: É engraçado porque Not for Sale significa “Não está à venda” e foi lançado por uma gravadora. É engraçado porque o pessoal da gravadora, a GRV Discos, deve ter ficado maluco com o título do disco, mas no final das contas apoiou 100% a nossa decisão. A GRV vêm trabalhando há algum tempo com artistas da cidade. Há pouco tempo a gravadora resolveu investir na música mais pesada com a Coletânea Metal do Cerrado, onde fomos convidados a participar. Gostamos do trabalho deles e eles do nosso. De lá pra cá, fomos estreitando a relação até assinarmos o contrato.

      Antes de lançar o álbum Not For Sale , vocês lançaram duas canções deste material - "I Believe in My Lies" e "I Always Wanna Change" – na Coletânea Metal do Cerrado , que trouxe outros nomes da cena de Brasília, como ABHORRENT, KHALLICE, UNDERSKIN CRAWLER e TOTEM. Comente um pouco sobre este projeto...

      
Carlos André: O Metal do Cerrado é o primeiro volume que a GRV fez pensando em investir nas bandas pesadas. A intenção é ver como o mercado vai se comportar pra continuar investindo em bandas pesadas num segundo volume da coletânea.

      Outra curiosidade da carreira do SLUG é que a banda foi um dos destaques e finalistas do Festival Transamérica Som do Cerrado, com a faixa "I Always Wanna Change", inclusive superando vários conjuntos de pop rock. Qual a sensação de conseguir superar as barreiras que se tem contra som pesado e ver a sua música sendo veiculada na programação da rádio em Brasília?

      
Carlos André: O SLUG sempre buscou uma identidade própria que fugisse dos clichês do heavy metal mesmo que isso nos custasse uma perda de popularidade com os fãs mais radicais. Nós nunca fizemos aquele papel de banda que levanta a bandeira de um gênero musical e o defende até a morte. Nossos discos não estão recheados de caveirinhas e diabinhos ou coisas estigmatizadas que as pessoas esperam de bandas que fazem um som mais pesado. Nós não somos revoltados com tudo e com todos. Nós fazemos um som pesado porque gostamos e nos divertimos. Por isso a nossa música atinge não só os fãs tradicionais do heavy metal, mas também consegue superar várias barreiras.

      O lançamento do álbum Not For Sale se deu no PORÃO DO ROCK 2005, ao lado de grandes nomes como MASSACRATION, DR. SIN, SHAAMAN, DROWNED e RATOS DE PORÃO, dentre outros. Qual a emoção de se tocar pela segunda vez no evento e num momento tão especial?

      
Carlos André: É aquela coisa: a primeira vez a gente nunca esquece, mas a segunda é sempre melhor. Hoje somos muito mais conhecidos e temos um trabalho mais consistente. Em 2001 foi realmente fantástico. Foi um daqueles shows únicos. Mas tocar agora em 2005, no dia do lançamento do Not for Sale, foi ainda realmente ainda mais especial.

      Vocês gravaram a apresentação no PORÃO DO ROCK para um futuro DVD. A banda já tem idéia de quando esse material deve ser lançado?

      
Carlos André: Para ser em sincero ainda nem tivemos tempo pra assistir ao DVD. Mas esse é, sem dúvida, um dos nossos próximos projetos.

      Com novo material na cena, quais são os planos do SLUG? Como anda a agenda de vocês?

       
Carlos André: Nós fizemos uma prensagem especial de 200 discos que se esgotou no Porão do Rock. Assim que a prensagem definitiva chegar faremos alguns shows em Brasília para o lançamento oficial. O primeiro deles será no Projeto Domingo às 18 na 508 da GRV Produções, no dia 04 de setembro no Espaço Cultural Renato Russo (508 sul). Somente nesse show o ingresso custará R$ 5,00 ou R$ 10 com o disco incluso. Daí pra frente, vamos tocar no Brasil até fevereiro do ano que vem. Depois, devemos passar pelo menos 6 meses tocando na Europa.

      Agradecemos pela entrevista e gostaríamos que deixassem uma mensagem para os leitores da METAL BRASIL...

      
Carlos André: Nós é que agradecemos de coração a todos vocês que sempre nos apoiaram. O SLUG é cada vez mais METAL BRASIL!!!

Brasília-DF, 14/07/2005
Welbert Rabelo