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![]() Lançamentos
The coockbookMissy Elliot A audiência da MTV deve conhecer bem a cantora Missy
Elliott, uma das maiores estrelas do rap/R&B. Tanto que este The
coockbook gerou o clipe vencedor nas categorias hip hop e dance no último
Vídeo Music Awards, com Lose control. A maior parte das 16 faixas do novo
álbum soa como mera trilha sonora para videoclipes. As músicas, cheias de
participações especiais de nomes como Ciara e Fantasia (do American idol),
são vigorosas, lembrando pancadões do funk carioca. Mas não impressionam,
não se destacam. As exceções são Can’t stop e as canções levadas mais para
a balada, como 4 my man, que mostram personalidade. E lá para o fim há uma
faixa que vale o álbum: Teary eyed esbanja criatividade no estilo Kaye
West e Ms Dynamite, com ritmo e arranjos que vão além dos caminhos muitas
vezes estreitos que o rap percorre.
Bossa nova vibesVários artistas A compilação é mais um produto da redescoberta da bossa
nova pelo mercado fonográfico brasileiro, que, a despeito da profusão de
lançamentos do gênero na terra de Tom Jobim e João Gilberto, ainda não
atinge a demanda criada pelo público europeu ou japonês. A coletânea,
composta por gravações relativamente novas – as mais antigas datam de 1992
–, recorre a clássicos como Chega de saudade e Samba do avião, mas não
chega a ter um repertório óbvio. Bossanovistas de primeira hora, como João
Donato, Wanda Sá e Hélio Delmiro, convivem de forma harmônica com jovens
nomes como Adriana Maciel, Lisa Ono e Fred Martins (compositor da bela
Domingo e feriado, presente no CD). As vibes do título podem enganar os
apreciadores do filão bossa lounge, mas o disco passa longe das pick-ups e
se concentra mesmo no banquinho e no violão.
Not for saleSlug Veterana banda do metal brasiliense, o Slug chega
afiadíssimo ao terceiro álbum, em que pese a notável evolução em termos de
composição e produção, aqui bem sofisticada. O grupo tem a formação
clássica do thrash metal (quarteto com duas guitarras) e, apesar da
incrível semelhança entre as vozes de Carlos André Cascelli e James
Hetfield (Metallica), consegue contribuir com o gênero que levou o metal
ao topo do mundo na década de 90. É o que aparece nas eficientes guitarras
da faixa-título; em solos criativos como os de I’m trying e Waiting to
die; e na pesada e arrastada Oasis, que reafirma a essência do thrash,
muitas vezes deixada de lado justamente por seus ícones históricos. O
disco contém ainda a faixa multimídia para a ótima Alone.
Sonic RevolutionMC5 O lendário grupo de Detroit (que fez show há poucas semanas em São Paulo) é celebrado com este DVD – que, apesar da capa feia, tem um conteúdo para lá de expressivo. O concerto que é apresentado como prato principal do disco é energético e barulhento, apesar de a banda só contar com três dos integrantes originais (Wayne Kramer, Michael Davis e Dennis Thompson; o vocalista Rob Tyner e o guitarrista Fred Smith passaram desta para melhor). É na seção de extras que o bicho pega, com um bom documentário sobre o grupo (incluindo depoimentos de figurões como Jack White, do White Stripes) e cenas registradas nos anos 60 e 70. Entende-se então a importância do MC5, pais espirituais do punk americano, que conjugavam idealismo hippie, subversão ideológica e uma inesquecível agressividade sonora. (Marco Antonio Barbosa)
[10/SET/2005] |
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